Os Pequenos Grandes Vinhos de Borgonha

Nem só de Romanée-Conti vive Borgonha… Terra de maravilhosos tesouros como Richebourg, Grands Échézeaux, Le Montrachet e tantos outros… Borgonha também tem vinhos menores, que não deixam nada a desejar! São os “Pequenos Grandes Vinhos de Borgonha”.

Aqui o LK passa um rápido guia prático com algumas dicas de vinhos de Borgonha que são mais acessíveis, em especial no Brasil onde a alta tributação leva a preços elevados.

A princípio, a região. Fora da Côte d’Or, de onde vem os mais famosos, temos a Chablis e Grand Auxerrois, a chamada “ouro verde de Borgonha”. De lá vem o conhecido Chablis, companheiro perfeito de ostras frescas e mariscos. Há o Chablis Grand Cru e Premier Cru, que traduzem o melhor do terroir argiloso calcário, refletido em sabores e aromas minerais que caracterizam este vinho. Mas também são assim o Chablis, muito seco e refrescante, e o Petit Chablis, mais floral, ambos perfeitos acompanhamentos para frutos do mar e mais acessíveis.

Indo para o outro extremo da Borgonha, no sul, temos o Maconnais. Daqui vem excelentes brancos, como o Saint Véran, um delicioso Chardonnay. Mais ao norte, na Côte Chalonnaise, os vinhos da casta Aligoté, conhecidos como vinhos menores para misturar com licor de cassis e preparar o Kir, tem versões excelentes na vila de Bouzeron, quase na Côte d’Or. Um Aligoté de Bouzeron muito recomendado é o Aubert de Villaine, ele mesmo, o proprietário do Domaine de Romanée Conti, produz em sua propriedade em Bouzeron um aligoté excepcional – uma heresia misturar licor de cassis a este – a preço muito razoável, no extremo oposto de seus contrapartes da Côte d’Or. Um outro branco da Chalonnaise é o Montagny, este um Chardonnay.

10480950_517602911711180_3673274525590955695_n

Mâcon também é Borgonha e é conhecida por seus gamay e chardonnay muito bons a preços razoáveis. Os vinhos mais comuns, sem ser de uma vila específica e recebendo o nome “Mâcon”, podem ser também muito agradáveis. Um destes, branco, irá acompanhar muito bem o seu fondue ou raclette, na falta de um Fendant suíço, raro no Brasil. Sem esquecer do Pouilly Fuissé, outro branco de Mâcon muito agradável.

A Côte d’Or também tem os seus gamay – um excelente exemplo é o cuidadosamente elaborado Gamay du Futur, produzido pelo Château de Villars Fontaine, no coração das Hautes Côtes de Nuits. Um vinho que se pode guardar por muitos anos, ele só fica melhor.

IMG_7373

Os tintos com Borgonha no rótulo são, em geral, produzidos com “o que sobrou”. Mas é preferível um destes da Côte Chalonnaise do que da Côte d’Or, porque o primeiro pode vir de colinas, enquanto o segundo é quase sempre de locais planos. Da Chalonnaise também vem excelentes pinot noir, como o Mercurey, o Rully, o Givry.

Há muito mais do que estes, vale a pena explorar mais e encontrar excelentes vinhos nesta maravilhosa região a preços razoáveis.

LK

 

Anúncios